Defesa de Tese de MOISÉS HUMBERTO SANDOVAL GONZÁLEZ - Curso: Doutorado em Demografia

Calendário
Defesas
Data
16.10.2018 1:30 pm - 6:00 pm

Descrição

Defesa de Tese do Programa de Pós-Graduação em Demografia/CEDEPLAR/FACE/UFMG

 

Aluno: Moisés Humberto Sandoval González

 

Título: “Diferencial Educacional en la Mortalidad Adulta en Chile. Marcas de una Desigualdad Permanente.”

 

Data da Defesa:16/10/2018 (terça-feira)

Horário: 13h30

 

Orientador:       

Prof. Cássio Maldonado Turra (CEDEPLAR/FACE/UFMG)

Coorientadora:

Profa. Luciana Soares Luz do Amaral (CEDEPLAR/FACE/UFMG)

 

Banca Examinadora:     

Prof. Cássio Maldonado Turra (CEDEPLAR/FACE/UFMG)

Profa. Luciana Soares Luz do Amaral (CEDEPLAR/FACE/UFMG)

Profa. Laura Lídia Rodríguez Wong (CEDEPLAR/FACE/UFMG)

Profa. Kenya Valéria Micaela de Souza Noronha (CEDEPLAR/FACE/UFMG)

Profa. Juliana Vaz de Melo Mambrini (FIOCRUZ/MG)

Profa. Marília Regina Nepomuceno (Max Planck Institute for Demographic Research - Alemanha)

 

Local da Defesa: Auditório nº 4 – Bloco de Seminários - FACE/UFMG - CAMPUS PAMPULHA

 

RESUMO:

A relação entre o nível de escolaridade e a mortalidade adulta é uma das associações mais bem estabelecidas na literatura, sugerindo que quanto maior a escolaridade menor é a mortalidade. No entanto, nos países da América Latina ainda há pouco conhecimento sobre essa relação. No presente trabalho utilizam-se dados da população de 40 anos ou mais de Chile, visando atender três objetivos: 1) Examinar a associação entre o nível educacional e a mortalidade adulta por sexo e idade. 2) Examinar como a extensão da transmissão intergeracional desigual de escolaridade associa-se com o gradiente educacional na mortalidade adulta, e 3) identificar o grau no qual a associação entre nível educacional e mortalidade adulta é mediada por outros fatores tais como condições econômicas, recursos sociais, comportamentos de saúde e estado de saúde.

Para responder a esses objetivos, foram utilizadas informações do tipo longitudinal da “Encuesta de Protección Social (EPS)”, estudo que foi vinculado à estatísticas vitais do registro civil chileno para obter dados de mortalidade.

Os resultados obtidos mostram que numa sociedade altamente desigual como o caso chileno: i) existe uma forte e consistente associação inversa entre o nível educacional e a mortalidade adulta. ii) Embora o nível de mortalidade das mulheres seja menor dos homens, não há diferenças na forma funcional do gradiente educacional na mortalidade por sexo, e iii) não há diferenças na associação educação-mortalidade por idade.

Por sua vez, observa-se que iv) a educação individual e parental está associada a vidas mais longas em idades adultas e avançadas. Vi) A educação dos pais está fortemente associada à baixa mortalidade em homens e mulheres e, vii) não há efeito da mobilidade educacional ascendente ou descendente na mortalidade adulta. Finalmente, viii) o efeito da escolaridade na mortalidade adulta é fortemente moderado por outros fatores da vida adulta, tanto para homens quanto para mulheres.

 

ABSTRACT:

The relationship between educational attainment and adult mortality is one of the most well-established associations in the literature, suggesting that higher education implies in lower mortality. However, in Latin American countries there is little literature on this relationship. In the current work, we use data for Chilean population at ages 40 and older, to address three goals: 1) Examine the association between educational attainment and adult mortality, according to sex and age. 2) Examine the extent to which the unequal intergenerational transmission of schooling is associated with the educational gradient in adult mortality and, 3) Identify the degree to which the association between educational attainment and adult mortality is mediated by other factors of life adulthood such as economic conditions, social resources, health behaviors and health status.

To address these questions, we use data from the Longitudinal Survey of Social Protection (EPS), which was linked to vital statistics (mortality data) of the Chilean civil registry.

The main results show that in a highly unequal society such as the Chilean case: i) there is a strong inverse association between educational attainment and adult mortality. ii) although female mortality is lower than men’s, there are no differences in the functional form of the educational gradient in mortality according to sex, and iii) there are no differences in the education-mortality association by age. On the other hand, we found that iv) both individual and parental education is associated with longer lives in adult ages. Vi) Parental education is strongly associated with low mortality among men and women and, vii) there is no effect of ascending or descending educational mobility on adult mortality. Finally, viii) the effect of educational attainment on adult mortality is strongly mediated by other factors that are typical of the adult life, both for men and women.

 

RESUMEN

La relación entre logro educacional y mortalidad adulta es una de las asociaciones más bien establecida en la literatura, sugiriendo que a mayor educación menor mortalidad. Sin embargo, en países de América Latina aún es poco el conocimiento que se tiene de esa relación. En este sentido, el presente trabajo utilizando como caso de estudio la población de 40 o más años de Chile, tiene tres objetivos: 1) Examinar la asociación entre logro educacional y mortalidad adulta según sexo y edad. 2) Examinar cómo la extensión de la transmisión intergeneracional desigual de escolaridad está asociada con el gradiente educacional en la mortalidad adulta y, 3) Identificar el grado en que la asociación entre logro educacional y mortalidad adulta es mediada por otros factores de la vida adulta tales como condiciones económicas, recursos sociales, comportamientos de salud y estatus de salud.

Para dar cuenta de estos objetivos se utilizó información proveniente de la Encuesta Longitudinal de Protección Social (EPS) la cual, fue vinculada con estadísticas vitales del registro civil chileno para obtener los datos de mortalidad.

Los principales resultados obtenidos demuestran que, en una sociedad altamente desigual como el caso chileno: i) existe una fuerte y consistente asociación inversa entre logro educacional y mortalidad adulta. ii) a pesar de que el nivel de mortalidad de las mujeres es menor al de los hombres, no existen diferencias en la forma funcional del gradiente educacional en la mortalidad según sexo y, iii) tampoco existen diferencias en la asociación educación-mortalidad por edad.

A su vez, se observa que iv) tanto la educación individual como parental está asociada con una mayor prolongación de la vida en edades adultas y avanzadas. Vi) La educación paterna está fuertemente asociada con baja mortalidad en hombres y mujeres y, vii) no existe un efecto de la movilidad educacional ascendente o descendente sobre la mortalidad adulta. Finalmente, viii) el efecto del logro educacional sobre la mortalidad adulta es fuertemente moderado por otros factores de la vida adulta, tanto para hombres como mujeres.