
| Divergências estruturais, competitividade e restrição externa ao crescimento : uma análise da crise e das limitações da zona do euro |
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453 - Divergências estruturais, competitividade e restrição externa ao crescimento : uma análise da crise e das limitações da zona do euro ResumoA recente crise das dívidas públicas grega, irlandesa e portuguesa expôs a fragilidade existente na Zona do Euro para a promoção do desenvolvimento e da convergência econômica entre os países que adotam a moeda. Muito além do temor de insolvência da dívida, o que se observa é a disparidade crescente de competitividade dos países do bloco mais desenvolvido frente aos do bloco menos desenvolvido, com consequências perversas para os últimos. Com taxas nominais fixas, movimentos divergentes de preços relativos e salários entre os países provocaram trajetórias totalmente distintas nas taxas de câmbio reais. Agravando o cenário, observa-se a incompletude da união política, o foco monetarista do BCE e a pouca mobilidade de trabalho entre os países, que destoa do argumento teórico e coloca em risco o futuro da União Monetária. AbstractThe recent debt crisis in Greece, Ireland and Portugal has exposed the fragility existing in the Euro zone for promoting development and economic convergence between the countries that have adopted the currency. Way beyond the fear of insolvency, what is observed is a growing disparity of the most-developed countries in comparison to the less-developed ones, with perverse consequences for the last ones. Once the nominal exchange rates are fixed, the divergent movements in relative prices and wages between the countries have led to totally distinct paths for the real exchange rates. Worsening the scenario, one can observe the incompleteness of the political union, the monetarist focus of the ECB and the lack of labor mobility between the countries, what distances from the argument stated by the theory and puts in jeopardize the future of the monetary union. |